

12/05/2026 (terça-feira) | 18:00 – 19:00 | Centro Cultural Camargo Guarnieri – Anfiteatro
Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP) + Antonio Nóbrega
Sob regência de André Bachur, a Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP) convida o cantor e compositor Antonio Nóbrega para uma apresentação inédita.
OSUSP. Nascida em 1975, das mãos de um artista, Camargo Guarnieri, maestro e compositor brilhante, importante referência cultural e de renome internacional, a OSUSP foi, em seu núcleo inicial, uma orquestra de cordas, que marcou suas performances pela excelência da música refinada dos grupos de câmara, com linguagem mais íntima e viés delicado. Como maestro da OSUSP, muitas das obras escritas por Camargo Guarnieri tiveram sua estreia mundial durante as temporadas da orquestra. Guarnieri deixou em suas obras um generoso registro da genuína expressão da cultura brasileira. Inspirada por este gênio da composição, a OSUSP tem em suas raízes a força desta seiva. Em 2002, a orquestra passou a ser sinfônica, com repertório mais amplo, porém nunca deixou o requinte, sua marca dos primeiros anos. Além da exímia performance apresentada nos palcos, no Brasil e no exterior, a OSUSP prima pela vanguarda e personalidade, fazendo de suas performances uma experiência vibrante para o ouvinte. Em suas apresentações, revela seu impulso criativo e profundo, evocando a imaterialidade da música com paixão e emoção.
André Bachur, regente. É bacharel e mestre em regência pela ECA-USP e atua também como instrumentista, arranjador e compositor. Transita com fluidez entre repertórios do barroco à música contemporânea e entre a música erudita e a canção popular brasileira. Foi orientado por Aylton Escobar, Gil Jardim e Sérgio Assumpção, e participou de cursos e masterclasses na OSESP, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e orquestras da Argentina. Regente adjunto da OCAM-ECA/USP desde 2020, dirigiu formações como Orquestra Sinfônica da USP, Orquestra do Theatro São Pedro e Orquestra Sinfônica da UFPB, além de atuar como professor e arranjador no Festival de Prados. Em 2025, conduziu a orquestra da turnê Phonica, de Marisa Monte, e segue em 2026 com apresentações no Brasil e Portugal, além de integrar projetos como Grupo João de Barro e Ensemble Brasil.
Antonio Nóbrega. Nasceu em Recife, Pernambuco, em 1952. Sua iniciação artística se deu através do violino, instrumento que sempre o acompanhará em suas diversas atividades artísticas. Entre 1968 e 1970, já participava da Orquestra de Câmara da Paraíba e da Orquestra Sinfônica do Recife. Em 1971 foi convidado por Ariano Suassuna para integrar o Quinteto Armorial, grupo precursor na criação de uma música de câmara brasileira de raízes populares. Fruto do seu envolvimento com o universo da cultura popular brasileira, a partir de 1976, começou a desenvolver um estilo próprio de criação em artes cênicas e música. A lista dos seus espetáculos é longa, dentre eles estão A Bandeira do Divino, A Arte da Cantoria, O Maracatu Misterioso, O Reino do Meio-Dia, Figural, Brincante, etc. Em 1993 apresentou o Na Pancada do Ganzá, lançando respectivo CD. Em 1997 foi a vez de Madeira Que Cupim Não Rói, espetáculo e também CD. No ano de 1999, participou do Festival D’Avignon (França) com Pernambouc, preparado especialmente para o evento. Em 2000, estreou em Lisboa O Marco do Meio-Dia, apresentando-o também em Paris, Hannover e em mais de vinte cidades brasileiras. O ano de 2002 foi marcado pelo lançamento do espetáculo Lunário Perpétuo e por DVD homônimo. Em 2004, em parceria com o cineasta Belisário Franca, realizou a série Danças Brasileiras, apresentada no Canal Futura. Entre 2006 e 2007, com o título de Nove de Frevereiro, lançou espetáculo, 2 CDs e DVD dedicados ao frevo. Ainda em 2007, criou um espetáculo inteiramente dedicado à dança: Passo. Nessa mesma trilha vieram Naturalmente – Teoria e jogo de uma dança brasileira – com respectiva versão em DVD, produzido pelo SESC –, Húmus e Pai, ambos interpretados pela Cia Antonio Nóbrega de Dança, fundada em 2012. Tem se apresentado por inúmeros países, entre eles Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Cuba, Rússia e França. Nóbrega é detentor de inúmeros prêmios, entre os quais o TIM de Música, SHELL de teatro, Mambembe, APCA, Conrado Wessel, etc. Recebeu por duas vezes a Comenda do Mérito Cultural. Com sua mulher, Rosane Almeida, idealizou e dirige, em São Paulo, o Instituto Brincante, local de cursos, apresentações, oficinas, mostras e encontros onde o casal procura apresentar, dinamizar e difundir aspectos da cultura brasileira pouco ou não conhecidos. Em reconhecimento à sua obra, ainda em 2008, recebeu o título de Cidadão Paulistano em cerimônia na Câmara dos Deputados de São Paulo. Em 2014, juntamente com o frevo – patrimônio imaterial da humanidade – foi o homenageado do Carnaval do Recife. Nesse mesmo ano, no mês de dezembro, o filme Brincante, que relata sua trajetória artística, é estreado em várias salas do país. Tanto o filme como os seus DVDs, todos foram dirigidos pelo fotógrafo e diretor Walter Carvalho. Em 2015 Brincante conquista o Prêmio de Melhor Filme do Ano, categoria documentário, pela Academia Brasileira de Cinema. Em novembro é homenageado com o título de Cidadão São Paulo pelo Catraca Livre. Atualmente se dedica a escrever uma obra ensaística sobre a dança brasileira e prepara mais um novo espetáculo.